Se você não consegue resolver um problema, é por que está tentando sozinho.

Assassino notório, o Estudante “Ponto de Interrogação”

16 de abril de 2007, um dos mais terríveis massacres da história americana ocorreu no campus de tecnologia da universidade de Virginia, impactando o mundo. Seung-Hui Cho foi o criminoso que, com duas armas, causou 61 mortes e depois cometeu suicídio, em um intervalo de aproximadamente 10 minutos. Desde a infância, ele era um solitário, não havia nenhuma relação em seu coração. Mesmo quando entrou na universidade, não havia feito nenhuma amizade. Ele construiu seu próprio mundo. Não respondia aos estudantes que falavam com ele e não havia ninguém que o conhecia por dentro. Ele se tornou conhecido como “o estudante Ponto de Interrogação”, uma vez que ele assinava com este sinal no lugar de seu nome. Mesmo dividindo seu dormitório com outros estudantes, ele apenas respondia às questões que lhe faziam com “sim”, “não” ou em pouquíssimas palavras, impedindo qualquer conversação. Estava sempre sozinho. A falta de interação em última instância o levou a tornar-se um notório assassino.

A perigosa vida de um solitário

Especialistas analisaram o caso de Seung-Hui Cho. A sua vida solitária se deu como a causa do incidente. “Suas anotações, sua fala, o modo como o julgavam, tudo caracterizava sua vida como solitária. Aparentemente ele nunca compartilhava seus pensamentos e sentimentos com outros. Ele vivia uma vida isolada em seu próprio mundo. Uma vida assim traz grandes perigos, uma vez que ninguém teria interesse nele, até que se manifestem maiores problemas. Todos nascem com instintos agressivos e sexuais, que são moldados através de disciplina e interação social. Sendo assim, aqueles que não interagiram com os que estão ao seu redor não tiveram oportunidade de disciplinar estes pensamentos instintivos. Então, essas perigosas fantasias se auto justificam, trazendo problemas mais graves.”

(Professor Shin Eui Jee, Universidade de Medicina de Yonsei, Psiquiatria)

A cura para o isolamento: conversar pelo coração.

“As pessoas devem conversar umas com as outras. É fácil perceber rapidamente se o rosto de alguém é bonito ou não, porém ninguém pode conhecer o coração de outro apenas olhando. ‘Eu fiquei tão feliz em te encontrar hoje.’ ‘Eu sinto muito por ontem’ ‘Eu pensei sobre isso e acho que te magoei na última vez que nos vimos.’ Assim, a linguagem é necessária para expressar o coração, que não é visível. Entre marido e mulher, entre irmãos, entre amigos, entre professores e alunos, conversar lhe permite a habilidade de conhecer e sentir o coração de outras pessoas. ‘Entendo.’ ‘Isto deve ter sido difícil para você.’ ‘Eu percebi como você estava se divertindo hoje’. Uma vez que você sabe sobre o coração de outra pessoa, é possível entender e confiar nesta, e naturalmente os corações passam a fluir entre si. Às vezes dizemos coisas que podem ser mal interpretadas. Não expressamos exatamente o que há no coração, escondemos como nos sentimos e não somos totalmente sinceros. Palavras ditas sem coração são equivalentes a mentiras, são enganosas. Os seres humanos são felizes quando conhecem os corações uns dos outros e quando seus corações fluem naturalmente, como a eletricidade flui através de fios elétricos. (Pastor Ock Soo Park, Quem é Você Que Me Arrasta?)

Tentar resolver problemas sozinho não dá certo. Os problemas continuam e causam contendas porque tentamos solucioná-los com condições que na verdade não temos. Aceite o coração dos outros, porque você não está sempre certo e você precisa se libertar de seus próprios pensamentos isolados.

 


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